Vendedores de tudo e mais alguma coisa
A nossa viagem por terras marroquinas...
Vendedores de tudo e mais alguma coisa
Ouvíamos o som da água a cair, mas ainda não víamos nada. Até que se ergueu, do nosso lado esquerdo, imponente, a queda de água.
A descida até à base da cascata ainda demorou algum tempo. Mais ou menos a meio havia um barzinho com uma esplanada. Fomos vendo as cascatas de quase todas as perspectivas possíveis.
Ao chegarmos lá abaixo, uns barquinhos sui generis, muito enfeitados, passeavam pela lagoa que se formava na base, antes das águas seguirem o seu rumo por entre as montanhas.
Atravessámos uma ponte de madeira, à qual lhe faltavam algumas tábuas, mas que ficava a apenas uns 2 metros da água. Se caíssemos, o máximo que nos podia acontecer era ficarmos encharcados e nadar até à margem. Uma hora antes tínhamos atravessado uma outra ponte, de carro, mas a umas boas dezenas de metros de altitude...
A subida, como é natural, foi bastante mais complicada do que a descida. Apesar de ter sido feita devagarinho, com diversas paragens para mais umas fotos, foi extenuante. Eu cheguei lá acima quase com a língua de fora :-p
Havia até quem descansasse a meio da subida...
Seguimos viagem e fomo-nos deliciando coma paisagem, em que os áridos planatos vulcânicos contrastam com o azul dos lagos.
E por comerciantes com as suas lojitas sui generis
E Marraquexe ainda tão longe...
É frequente ouvir-se um "hei" de alguém que avisa os transeuntes da passagem de um asno puxado pelo seu apressado dono. Tal como em todo o mundo, quando se fala de negócios, tempo é dinheiro... E em Marrocos não é excepção, ou não fossem os marroquinos comerciantes obstinados.
Mas não só na medina deambulam burros. Mesmo nas ruas e avenidas da cidade, se vêem, guiados pelos seus donos, os pobres animais de carga a atravessar as movimentadas artérias.
As peles curtidas são penduradas a secar nos terraços da medina, ou noutros locais como telhados e encostas em redor da cidade:
Segundo o guia, a cor amarelada é conseguida com açafrão e o vermelho com papoilas.
A vista privilegiada para as tinturarias é conseguida através de um terraço de uma loja de peles. Quando começámos a subir as escadas deram-nos logo um raminho de hortelã para colocar junto às narinas, para ajudar a disfarçar o cheiro... ajuda bastante, acreditem, ou tornar-se-ia insuportável! É pena o video não ter cheiro:
Depois descemos até à cave onde estavam os artesãos que transformavam as peles em artigos, tais como sapatos, malas, casacos, pufes, entre outros...
E, finalmente, convidaram-nos a dar um passeio pela loja, que era enorme, repleta de artigos de couro, para adquirirmos qualquer coisinha. Como era tudo mais caro do que já tínhamos visto noutros locais da medina, agradecemos a visita e seguimos viagem...
Ao sair da loja, um grupo de pessoas cantava, tocava e dançava, alegremente...